Fim da tarde de Sábado, vida "resolvida" e CRF a dormir na garagem...
Deixei-me de mariquices e às 6 estava a sair de casa montado nela. :)
Ainda não estou completamente familiarizado com o processo de arranque a frio (a quente pega sempre à primeira) e faço questão de a pegar de pedal sempre que o chão está direito para me ir habituando.
O plano era seguir em direcção a Fontanelas e dar umas voltas na mini pista de motocross. De caminho passei nos whoops de areia onde costumo passar sempre para o aquecimento. Mota nova e mais de um ano sem passar nos whoops que entretanto estão maiores trouxeram logo várias dificuldades. Suspensões mais rijas que na WR200 e travão motor a mais.
A pista de motocross mais parecia uma pista de enduro tal o estado em que estava. A falta de manutenção durante mais de um ano deixaram-na cheia de rêgos e vegetação. Dei umas 5 voltas.
Nas curvas com berma dá para aproveitar muito bem o quadro da CRF: é só deitá-la e dar gás que ela faz a curva sozinha. Não vacila, não reclama, não se torce. Mas também perdoa menos erros! Nota máxima, claro, para os travões, tipicamente onda. Um dedinho na manete é sempre mais que suficiente e o tacto é fantástico! Em termos de potência acho que a Husqvarna continua a ser a mota com os travões mais fortes que eu experimentei (Brembo) mas com o tacto on/off acabava por se tornar difícil tirar proveito deles. Os da Honda são potentes e fáceis.
Não saltei grande coisa porque o salto de mesa estava crivado de rêgos e arbustos e o outro salto grande estava "cortado" a meio (abriram uma vala), mas deu para sentir a firmeza das suspensões e o correspondente aumento de confiança e conforto quando comparado com as molas de carrinho de bebé que a WR200 tem (coitadinha...).
Claro que ao fim de 5 voltas já estava a deitar os bofes pela boca e decidi ir passear para outro lado.
Fui para os lados do Magoito, fazer uns "single tracks" e mais umas trialeiras onde costumava andar em tempos da outra senhora...
Primeira coisa que me passou pela cabeça foi "mas que falta de jeito!!!"
O que a falta de treino faz a uma pessoa...
A mota tem uma tracção excelente, mas está um bocado curta. Isso acaba por "prejudicar" também na questão do travão-motor, porque assim que alivio o acelerador fico sentado em cima do guiador... Mais pro fim já estava a andar sempre uma mudança acima, mas com a disponibilidade de potência que ela tem não lhe faz diferença nenhuma. :)
Faltam pontos de apoio para puxar por ela tanto atrás como à frente. O arranque eléctrico é a oitava maravilha em alguns caminhos de cabras, mas daqui a uns tempos suponho que lhe vou dar menos uso. :)
Acho que estou com o ralenti muito alto o que prejudicou em algumas descidas. Ponto negativo para a falta de um parafuso de ajuste sem ser preciso chave de parafusos (ou então eu é que não o encontrei na altura).
A torneira da gasolina raspa um bocado no tubo de saída do radiador esquerdo o que faz alguma impressão ao princípio mas depois passa.
O meu reflexo quando fico virado de pernas pro ar é fechar a gasolina com receio que a mota encharque e nunca mais pegue. Numa dessas vezes esqueci-me de voltar a abrir e dei por isso a meio de uma ribeira (o Fred conhece-a bem que já lá deu um mergulho...). Depois de aberta a gasolina pegou sem problemas. hehehe
Fiz lá umas subidas e deu para confirmar que a mota sobe tudo o que lhe puserem à frente, tipo Homem-Aranha.
Resumindo e concluindo: sentia falta destas passeatas pelos "meus" caminhos. Faltam-me ainda alguns braços para a mota mas isto mais 3 ou 4 voltinhas e fica tudo na paz dos anjos. :)
segunda-feira, 26 de abril de 2010
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Pode parecer estranho, mas...o João Guedes deste blog será o mesmo João Guedes que frequentou há uns anos atrás a Sociedade Hípica Portuguesa? Se estou redondamente enganada, as minhas mais sinceras desculpas, se não estou: que cómico!
ResponderEliminarMariana
já não vinha aqui à uns tempos. É bom ver o teu belo blog.JP
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