segunda-feira, 8 de março de 2010

Salir TT 2010 by Hugo Albuquerque

"Este ano a crónica é muito simples, depois de muitas hesitações eu e o Mané lá arrancámos em direcção a Quarteira na 6ª feira pelas 22h e lá chegámos pelas 00h30 sem grandes dificuldades.

O sábado começou com o pequeno-almoço em grande na Beira Mar (Quarteira) com 5 presenças, eu, Paulo Amaral, Ricardo e Gonçalo Pires e José Nunes. O encontro com os restantes (Mané, Jorge Maio, Rui Dores, Cláudio Subtil, Flávio Barreiro, Miguel Neto e mais dois amigos de moto 4) estava marcado para as 7h30, com 15 min de atraso lá nos encontrámos e seguimos em direcção a Salir.

Eu e o Mané fomos tratar da parte burocrática que ninguém se preocupou e quando nos despachámos já estavam todos equipados para arrancar. Enquanto nos despachávamos caiu uma valente tromba de água, depois chegou a altura de colocar os roadbooks e finalmente estávamos prontos para arrancar (já todas as motas tinham arrancado e alguns jipes também), ao que alguém se lembrou que tinha que meter gasolina. Esperámos mais 10 min e mais alguns jipes arrancaram.

Lá chegou a nossa partida, comigo e com o Mané nos comandos. Entre o km 2 e 3 havia uma ribeira que fazia uma onda, literalmente, a qual o Mané atravessou de forma destemida (deve ter dado uma bela foto), segui-o sem problema tal como os restantes, excepto uma moto 4 (amigo do Miguel Neto). Essa foi arrastada na onda e de acordo com o proprietário navegou em cima dela durante 1km, tendo depois batido numa das margens e seguido caminho de modo desgovernado. A moto 4 foi recuperada ainda antes do almoço bastante destruída!!!

Na frente seguia eu e o Mané e chegámos a nova travessia de ribeira, aí ia eu na frente, atravessei de forma destemida, mas a corrente era muita (entrei do lado esquerdo e saí do lado direito) e pensei “vai haver problema” e parei logo que pude para ajudar alguém que tivesse alguma dificuldade quando vejo o Mané a afundar, uma vez mais literalmente. Era impossível deitar-lhe a mão nessa altura e cheguei mesmo a temer pela vida dele. Fui a correr ao longo da ribeira a gritar “Mané larga a mota”. Depois de uns 30, 40 metros o Mané dá-me a mão e segurava a mota com a outra, mas era impossível aguentar ambos. O Mané largou a mota e consegui resgatá-lo.

Nesse momento o passeio tinha terminado para mim, contactámos a organização e lá apareceram para nos ajudarem. Andaram mais de 2 horas à procura da mota na ribeira (o Mané quase em hipotermia e a dizer que a mota estaria muito mais para baixo do que zona onde se concentravam as buscas) e lá identificaram o cheiro a gasolina num dos pontos (80/100 metros) abaixo da travessia da ribeira, mas não se identificava nada da mota.

Decidimos ir almoçar a Salir e regressar de tarde para tentar ver se recuperávamos a mota. Quando eu e o Mané íamos para o local onde tinha estado com a organização a concentrar as buscas, encontrámos o Rui Dores que tinha desistido à hora do almoço (corrente partida) e contámos com a preciosa ajuda dele e da sua Navarra. Andámos mais 30 min à procura da mota e lá a encontrámos uns 20 metros acima do local onde o cheiro a gasolina estava mais concentrado.

Depois veio o herculeano resgate da mota. Com muito esforço físico dos 3 e mais uns banhos do Mané lá conseguimos retirar a KTM intacta do leito da ribeira, deviam ser umas 16h30/17h.

Ainda se seguiram algumas intervenções mecânicas que só terminaram por volta das 21h de modo a salvaguardar o motor e não permitir a sua oxidação."

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