Ora antes de mais, um MEGA OBRIGADO ao João Paulo por me ter proporcionado um Sábado fantástico!!! João Paulo, MUITO OBRIGADO! :)
Sexta-feira passada recebi um telefonema do João Paulo que me fez uma proposta irrecusável: "Guedes, queres vir andar connosco amanhã? Levas a minha 450."
Resposta imediata: "Onde e a que horas?"
Vou deixar a conversa fiada acerca do passeio propriamente dito para um post seguinte (com o log do GPS, etc, etc) e falar da mota propriamente dita. :)
O primeiro impacto foi o botãozinho mágico. Senta na mota, carrega no botão 2 segundos, tchuca-tchuca-tchuca, e já está! Mota a trabalhar! Contra mim falo: sempre fui um tradicionalista nestas coisas, e sempre disse que o arranque eléctrico é um bocado mariquice e tal. Retiro tudo o que disse. É lindo! Especialmente numa 4 tempos. Venha mas é uma mota com botãozinho mágico!
Uma palavra para descrever esta 450: fácil! Muito fácil! A potência está lá mas a entrega é tão linear que quase não se sente. Não há coices nem arranques brutos. Isto pode, eventualmente, reduzir um pouco o "fun factor" mas, por outro lado, creio que aumenta a eficiência do conjunto. A minha sensação é que estava a andar mais devagar com a 450 do que com a WR200, provavelmente porque não estava a andar no limite da mota nem precisei de a fazer "gritar" constantemente para acompanhar o resto do pessoal.
Tive alguma dificuldade com a escolha da mudança certa para cada momento porque foi a primeira vez que andei numa 4 tempos e também pela tal entrega de potência tão linear. A verdade é que foram muito poucas as vezes que enrolei punho e a mota não andou para a frente, e nessas ocasiões a culpa foi minha porque estava umas duas mudanças acima do que devia. hehehe
A caixa em si é precisa e fácil de engrenar, com excepção do ponto morto que me custou sempre um bocado a encontrar quando parava a mota. Por outro lado só meti um prego o dia todo. :)
Arranquei muitas vezes em segunda, em zonas de lama, ou a passar os ribeiros, e em determinada altura cheguei a achar que a mota não precisava de primeira e que bastaria uma caixa de 4 velocidades como algumas "crossistas" têm. Este pensamento acaba por ser contraditório porque me fartei de tentar meter a sexta... (Verdadeiras motas de enduro tÊm 6 velocidades... Saudosa Husky 250...) :P
É complicado falar da ciclística porque o meu termo de comparação é uma mota de 1992 com suspensões herdadas de um modelo de 1991, sem falar dos travões e do quadro.
Tirando estarem moles demais para o meu gosto as suspensões transmitiram-me muita confiança. A traseira de vez em quando "bamboleava" mais do que devia mas penso que uma afinaçãozinha resolveria o assunto.
O travão da frente é bastante potente e muito doseável. O tacto é muito suave e isso acaba por transmitir confiança (lembro-me dos travões Brembo da Husky tipo on-off), mas pareceu-me que a manete ficava muito encostada ao punho quando queria travar mais a sério. Mais uma vez penso que se resolvia com afinação.
Travão traseiro... Acho que quase não o usei. E como estava com botas novas, a sensibilidade não era muita. :)
Senti falta de pontos de apoio para levantar a mota. Umas pegas laterais, na zona do guarda-lamas traseiro dão sempre jeito, especialmente em zonas mais trialeiras e enduristas.
Resumindo e concluindo: mota fantástica, fácil, completa. Talvez um escapezito para lhe dar mais "kick" mas não é de todo necessário. :) E muito silenciosa!
domingo, 8 de fevereiro de 2009
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